Falamos de Morte para que Haja Vida

“E EU, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria. Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado.” (1 Co 2.1,2).
Cristo mandou os discípulos irem por todo o mundo e pregarem o evangelho, que consiste nas boas-novas de salvação para a humanidade. Ele não mandou-nos pregar a alegria, o bem-estar ou a felicidade que podemos alcançar, mas mandou-nos espalhar a notícia da salvação proporcionada pela sua morte na cruz que foi erguida no Monte Calvário, em Jerusalém.

O apóstolo Paulo proclama aos crentes da cidade de Corinto que nada queria saber entre eles, senão a Cristo, e este crucificado (1 Co 2.2). Assim, ele evidencia a natureza central da mensagem cristã: a cruz de Cristo. A boa notícia do evangelho é mostrar aos homens que Cristo morreu e ressuscitou, o que corresponde à morte do pecador e ressurreição de um novo homem, em Cristo.

A igreja cristã não pode fugir deste tema na sua proclamação, pois a morte de Cristo é a mensagem que fomos ordenados a pregar e é o que diferencia o cristianismo de todas as outras religiões, pois as religiões são baseadas na vida de seus fundadores, mas apenas o cristianismo é fundamentado na morte de seu fundador, que ainda está vivo. Toda doutrina que não estiver baseada na cruz de Cristo levará o pecador para a direção errada.

A cruz, para o cristão, não é um fardo a carregar, nem um sinal na testa, nem um pingente no pescoço, mas é uma experiência de fé. A mensagem da cruz é uma escandalosa loucura capaz de salvar o mais indigno dos pecadores. A cruz é a mensagem de Deus para a arrogância do pecado. Ela visa atingir o cerne do orgulho humano, pois o homem é absolutamente dependente do resultado da obra de Cristo para sua salvação. Sem ela, ele nada pode fazer para salvar-se. Não há cristianismo sem cruz e sem a loucura da cruz ninguém pode seguir a Cristo.

Na cruz Cristo venceu o pecado, de uma vez por todas. Somente a morte de uma vida sem pecado poderia saldar a dívida por todos os pecados e ela, com todos os juros, foi paga pela morte de Jesus. O débito foi zerado e toda tentativa de cobrança não passa de extorsão. Paulo mostra que o título da dívida foi ressarcido e que a nota promissória foi cancelada na cruz. Desde que a justiça de Deus foi satisfeita na morte de Cristo, não há mais dívida a ser executada.

A igreja precisa pregar esta mensagem continuamente. Os pregadores não devem ser mensageiros que tragam satisfação ao ego humano, que aliviem o stress diário, como uma palavra de autoajuda. Se a igreja parar de pregar sobre a morte de Cristo ela morrerá, pois será apenas algo como um clube cristão, onde as pessoas se reúnem por afinidades, ou algo como um grupo de terapia, como Alcoólicos Anônimos, onde as pessoas se sentem motivadas a continuar pelos testemunhos de outros, que falam sobre si mesmos. A igreja cristã não é nada disto. Ela é algo como uma sessão de achados e perdidos, onde as pessoas podem encontrar o que de mais precioso perderam: a comunhão com Deus e a vida eterna. Ela é como um pronto-socorro, onde os enfermos, que precisam de médico, encontram o remédio certo para o seu problema: Cristo.

Preguemos a Cristo, não apenas como um mestre da moral, como um ensinador perito em parábolas, como um revolucionário, mas como o Salvador, que morreu para nos dar vida.

Pr. Kleber Maia

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